Hugo Leal - Deputado federal (PSC-RJ)
Existe alguém contra a Lei Seca? Sim. Toda mudança gera resistências. Existe argumento contra ela? Não. É impossível contestar a vitória da vida. A maior segurança nas ruas está nítida quanto a consciência de um motorista responsável.
Quando criei a Lei Seca, tinha convicção de que a embriaguez transforma automóveis em armas letais. De lá para cá, conseguimos sucessivas reduções de mortes, mutilações e ferimentos no trânsito, apesar de o número de veículos ter aumentado.
Isso significa a preservação de 3.700 vidas e, só no Estado do Rio, economia de R$ 100 milhões nas emergências. Esse dinheiro pode e deve ser aplicado na melhoria do atendimento médico à população, que tanto precisa — e paga impostos — de uma rede pública de saúde digna e humana.
O sucesso da Lei Seca se deve não apenas à conscientização da população, mas também à fiscalização. Ela não proíbe ninguém de beber, mas de beber e dirigir.
Em dezembro, nove meses após o início do teste do bafômetro, o número de vítimas no trânsito do estado caiu 26,9% em relação ao mesmo período de 2008. É fundamental que a fiscalização seja mantida e intensificada e que o dinheiro das multas vá para medidas preventivas.
Melhorar? Sim. Afinal, o índice ideal de acidentes é zero. Por isso, a prioridade este ano é a aprovação do Projeto de Lei 5.525/2009. Ele cria o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, com metas anuais.
Mais ferramentas para proteger motoristas, passageiros e pedestres. Mais instrumentos para que os automóveis não sejam nada além de eficientes meios de transporte. Mais garantias de que nossas ruas e estradas sejam caminhos para o desenvolvimento, para a convivência civilizada e, sobretudo, para a movimentação vitoriosa da vida.
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