Em primeiro lugar, é preciso que se atente para a questão da violência no trânsito que vai crescendo em assustadora escala. Nos últimos dez anos, o número de acidentes cresceu 40% e o de mortes subiu para 4,8 por 10 mil veículos. A taxa máxima tolerável, definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é de 1,1.
Há o aspecto do largo prejuízo à qualidade de vida da cidade, com aumento da poluição, de um lado, e dos transtornos para as pessoas, de outro lado.
Os que conduzem veículos neste trânsito tão comprometido sofrem evidentemente mais um forte fator de estresse. Os pedestres passam a sofrer mais riscos, sem esperança de que a situação melhore para eles.
É desolador constatar que quase nada se faz para a melhoria dos serviços de transporte de massa. O sistema de transporte coletivo de Goiânia piorou nos últimos anos, quando deveria ter evoluído para ajudar a população a ter alternativa de se transportar além de veículos automotores individuais ou familiares.
O caos vai sendo assim construído em meio à perda de esperança da população em uma saída para este impasse.
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