"Em 90% dos casos de violência doméstica, os agressores estão sob efeito de substâncias entorpecentes", disse a juíza no seminário sobre dependência química promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família.
Ela observou que, quando se trata de família abastada, o caso pode ser encaminhado para tratamento numa clínica particular. Mas, quando a família é pobre, resta à Justiça uma única decisão: mandar o agressor para o cárcere.
Isabel defendeu ainda, como forma de prevenir o uso das drogas, a criação de creches e escolas púbicas em tempo integral para crianças e adolescentes.
Violência doméstica
Segundo José Luiz Telles, representante do Ministério da Saúde, mais de 50% da violência doméstica está relacionada ao consumo de álcool. Ele disse ainda que as substâncias psicotrópicas estão presentes em variados graus em todas as camadas sociais. Em 2008, informou, pesquisa revelou que 31% dos entrevistados disseram que dirigem mesmo depois de beber um pouco.
Telles elogiou a Lei Seca (Lei 11.705/08), que reduziu a zero a tolerância com a combinação de direção e consumo de álcool. "A Lei Seca é uma legislação que não pode baixar a guarda", afirmou. No primeiro ano de vigência da lei, de acordo com o Ministério da Saúde, o número de óbitos por acidentes no trânsito caiu 22.5% - o total de mortos caiu de 3.519 para 2.723.
Já o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), criticou o governo por não ter coragem de abolir a propaganda de cerveja na televisão. O parlamentar disse que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, elaborou um projeto nesse sentido, mas o governo o engavetou.
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