Infelizmente, esse é um argumento que denota e revela a falta de maturidade e consciência dos condutores de veículos no trânsito do nosso país. Sim, porque é preciso o argumento punitivo e a dureza da lei para que os nossos motoristas entendam que o respeito ao próximo e à legislação é apenas uma questão de bom senso. Ou mais ainda, a aplicação da máxima: “fazer ao outro o que gostaria que fizessem a você”.
O aumento do período de permissão para dirigir de um para dois anos, para que o candidato possa obter a Carteira Nacional de Habilitação.
Um ponto polêmico e de difícil solução, ou fiscalização, diz respeito às ultrapassagens de motos, nos corredores formados entre veículos nas ruas. Na verdade, essa proibição soa inócua, quando o CBT já contempla esse tipo e proibição: ultrapassagens pela direita! E as ultrapassagens pelos chamados corredores acabam infringindo esse artigo da lei. Pois enquanto ultrapassa pela esquerda do veículo situado à sua direita, ocorre a infração em relação ao veículo postado na pista esquerda.
Mas o fato é que todas estas modificações seriam desnecessárias, se houvesse mais consciência e senso de cidadania entre os condutores de veículos.
Todavia, um ponto positivo na reforma proposta, diz respeito à punição ao motorista embriagado que se recusar a fazer o teste do bafômetro. Esse argumento de que o cidadão não é obrigado a produzir provas contra si, não justifica as aberrações que são vistas no dia a dia do trânsito brasileiro, que mais uma vez se destaca negativamente, como uma verdadeira indústria mórbida, de vítimas fatais e convalescentes em leitos de hospitais espalhados por este rincão brasileiro.
Então, apenas ter a consciência e o bom senso de respeitar o direito dos outros, não seria mais conveniente e justo do que termos um corolário de leis inaplicáveis a nos ameaçar e tirar o sono, como uma eterna espada de Dâmocles sobre a nossa cabeça?
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