Deputado lamenta ausência de Ministro em Moscou

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O deputado Beto Albuquerque, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, cobrou da tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados, no início da tarde desta quarta-feira (2), a participação de um representante com status de Ministro chefiando a delegação brasileira na  I Conferência Ministerial Global sobre Segurança Viária, realizada em Moscou, na Rússia, nos dias 19 e 20 de novembro. Para o deputado, isto é preocupante, pois revela a falta de prioridade do governo brasileiro em combater uma triste estatística: o Brasil é o 5º País em número de mortes no trânsito. O evento, que reuniu representantes de cerca de 140 países,  foi realizado com o apoio do Banco Mundial, da OMS (Organização Mundial da Saúde), das Comissões Regionais das Nações Unidas e da Fundação FIA (Federação Internacional de Automobilismo). As discussões, que permearam o encontro, resultaram em uma declaração de todos os países participantes,  para que a ONU (Organização das Nações Unidas) estabeleça, em sua Assembleia Geral, a Década de Ações para a Segurança Viária de 2011 a 2020, com a meta de estabilizar e reduzir acidentes de trânsito em todo o mundo.

Na conferência, Otaliba Libânio Neto, um dos integrantes da delegação brasileira e diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde da Secretaria de Vigilância da Saúde, apresentou a experiência do Brasil com a implantação da lei 11.705/2008, conhecida como ‘Lei Seca’, que determinou que condutores de veículos não podem ingerir bebida alcoólica antes de dirigir.

Confira abaixo, o pronunciamento do deputado:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Brasil é o quinto país que produz mais mortes no trânsito: 100 por dia, 37 mil por ano. Esta estatística é dos que morrem na hora do acidente, porque outros 10 a 12 mil morrem um mês ou 15 dias depois, nos hospitais. Nesses casos, não são registradas as mortes por acidente de trânsito, o diagnóstico será médico, como, por exemplo: insuficiência respiratória ou traumatismo craniano.

Sr. Presidente, por conta dessa tragédia no trânsito, gastamos 25 bilhões de reais por ano, para atendimento em hospitais, traumatologias, e para a área previdenciária, uma vez que o trânsito faz muitos inválidos.

Para concluir, pergunto — até com pesar, porque integro a base aliada, sou Vice-Líder do Governo: por qual razão o Brasil não esteve representado por nenhum Ministro, nos dias 19 e 20 de novembro, em Moscou, quando a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde fizeram um encontro mundial para debater as tragédias do trânsito? Nenhum Ministro do nosso Governo foi lá debater essa tragédia, que é permanente nos Municípios, Estados e União.

Este é o registro que faço na condição de Presidente da Frente em Defesa do Trânsito Seguro. Os números já deveriam ter determinado há mais tempo que o assunto trânsito fosse uma das primeiras prioridades, tamanha desgraça, mortalidade e flagelo ocorrem todos os dias.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 
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