Correr é o fim

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Os números identificam uma das mais mortíferas causas da violência do trânsito gaúcho e brasileiro. Mas há outros dois dados que tornam mais dramática essa constatação: o número de infrações por excesso de velocidade superou em 14% as do ano anterior e resultou maior do que o crescimento da frota de automóveis nesse mesmo período, que foi de 6,7%.

O excesso de velocidade, muitas vezes associado ao abuso de bebidas alcoólicas, além de ser a infração mais frequente, é também a que provoca o maior número de acidentes. A confirmação de que essa imprudência é tão gravemente importante no conjunto da circulação de veículos no Rio Grande do Sul dá razão à constatação de que são causas humanas, especialmente ligadas à responsabilidade pessoal dos motoristas, as que predominam na violência do trânsito. Sendo tais causas tão relevantes, nada mais necessário para evitá-las do que ampliar e qualificar o processo de conscientização dos motoristas. Obedecer aos limites de velocidade é a mais decisiva maneira de evitarem acidentes.

São, por isso, plenamente justificadas todas as campanhas de educação dos usuários do sistema viário nas cidades e fora delas, com especial atenção aos motoristas. Mas apenas a educação não é suficiente. A circulação de veículos precisa também ser fiscalizada com rigor, punindo-se os motoristas infratores. Um dos números do levantamento de 2009 mostra algo que é surpreendente e até assustador, tornando obrigatória uma reflexão: há no Estado 3,8 milhões de condutores habilitados, dos quais 53%, mais de metade, foram autuados por alguma infração no ano passado.

 
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