Insistir na fiscalização ajuda a manter vidas

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Ao avaliar o quadro expressivo de vítimas fatais e dos milhares de feridos nos acidentes de trânsito, o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Sevilha Duarte, conclui que o aumento da fiscalização sobre os motoristas e seus veículos e a modernização do Código Brasileiro de Trânsito (CTB) são imprescindíveis para reverter a situação.

Baseado nos dados apurados nos dias de efetiva ação das Polícias e agentes de trânsito na aplicação da chamada Lei Seca, o presidente da ABCR constatou significativa queda no número de acidentes com mortes. Nas cidades e nas rodovias, sob forte controle policial, os óbitos reduziram em 50%.

Nesse sentido, apontou o dirigente, também foi importante a participação da imprensa - que divulgou amplamente as apreensões e as penalidades infligidas. O trabalho dos meios de comunicação, segundo Duarte, colaborou para a conscientização e consequente redução de danos. Contudo, bastou afrouxar a fiscalização, para o volume desses acidentes voltar a crescer.

Com propostas para o CTB, circula na Câmara federal um projeto de lei que traz importantes alterações quanto a infrações, penalidades, ingestão de álcool e outros aspectos. Se o Congresso fizer um trabalho criterioso - e o Executivo também -, normas mais rigorosas deverão ser incluídas no texto da lei.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) define que o acidente de trânsito é uma ocorrência que afeta diretamente o cidadão, a quem são impingidos aspectos relacionados com a morte, com a incapacitação física e perdas materiais, podendo provocar sérios comprometimentos de cunho psicológico, muitas vezes de difícil superação. Ou seja, o resultado de um acidente de trânsito pode mudar toda uma vida - ou várias. É procedente insistir em educação, consciência e aplicação das leis.

 
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