João Luiz e a mulher dele morreram carbonizados. O enterro foi hoje de manhã. A única filha do casal foi salva pelos policiais e ainda está no hospital.
“Infelizmente essa pessoa acabou com a nossa família. Destruiu a nossa família...”, diz Claudia Assumpção da Cruz, tia da menina.
Rio de Janeiro, ontem à noite. Danyane dos Santos, de 24 anos, foi atropelada e morreu na hora. Ela tinha acabado de comemorar a aprovação no vestibular. O motorista fugiu sem prestar socorro.
Palmas, Tocantins. Oito adolescentes pegaram um carro e foram para uma rodovia. O garoto que dirigia tem catorze anos! Capotou. Quatro jovens estão internadas, mas fora de perigo.
Carapicuíba, São Paulo. Edimício Marques dos Santos e o filho dele, Henrique, um bebê de sete meses, foram atropelados dentro de um parque. Segundo a polícia, o motorista Jailton Alves da Silva estava bêbado e em alta velocidade. Ele não tem carteira de habilitação. Já tinha sido preso outras três vezes por dirigir embriagado. O pai teve fraturas múltiplas e o bebê está em estado grave.
Um especialista em segurança no trânsito da Universidade de Brasília fez as contas. "No Brasil nós temos pelo menos setecentos mil feridos por ano e outros quarenta mil que morrem. Pelo menos metade disso tem algum autor que teve dolo, teve culpa. Quantos estão na cadeia? Praticamente ninguém...", informa David Duarte, doutor em segurança no trânsito.
Ele aponta uma saída para a impunidade. “O que é preciso é apertar mais a fiscalização, punir esses crimes de forma mais severa pra que a gente quebre esse sistema de impunidade”, avalia.
“Infelizmente matar hoje no trânsito utilizando um automóvel, a punição é muito mais branda do que se alguém utilizar o revólver”, declara.
| < Anterior | Próximo > |
|---|


