Jovens se divertem sem beber

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A atuação vem ganhando adeptos em grandes cidades, principalmente naquelas em que os excessos têm causado brigas e até mesmo assassinatos. Ações como essas também estão sendo pensadas no Rio Grande do Sul. A presidente da Fundação Thiago Gonzaga, Diza Gonzaga, lembra festas em Veranópolis. "Numa delas, há dois anos, foram mais de 800 pessoas, sem a venda ou consumo de álcool, um sucesso total", comenta. O evento contou com a participação dos grêmios estudantis. "Um bafômetro na porta media quem podia entrar e, inclusive, se tornou motivo de divertimento, pois disseram que não permitiu nem a entrada de pais que teriam bebido antes de buscar os filhos."

Psiquiatra cobra mais fiscalização

O coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus, Sérgio de Paula Ramos, afirma que é preciso abandonar a ideia de que faltam agentes para ações contra o consumo de álcool por menores. Para ele, assim como há fiscais de trânsito "competentes e em bom número", também pode haver fiscalização adequada em outras áreas públicas, como a saúde. Na sua opinião, a atuação governamental é imprescindível.

Álcool entra cedo na vida do brasileiro

Os brasileiros estão pagando um "mico" internacional na questão do consumo de álcool entre jovens. A afirmação é do coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, Sérgio de Paula Ramos.

O psiquiatra avalia como um absurdo que o Brasil seja, atualmente, um dos países em que mais cedo as pessoas começam a beber. "Pela irresponsabilidade de sucessivos governos, o país está na contramão da tendência mundial de estabilização e até declínio do consumo de drogas por jovens", destaca.

O maior problema, segundo o psiquiatra, é que o álcool funciona como porta de entrada para o uso de outros entorpecentes. Ramos enfatiza que uma pesquisa realizada em 2008 demonstrou que a idade de início do consumo de bebidas alcoólicas caiu de 15 para 13 anos no país. "Quem começa a beber antes dos 13 anos tem 50% mais chance de se tornar um dependente do álcool, enquanto aqueles que o fazem antes dos 15 aumentam sensivelmente as chances de se envolver com maconha e cocaína antes de chegar à maioridade", sentencia.

Para Ramos, conscientização e fiscalização são os meios mais indicados para a reversão do quadro.

 
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