Combinação álcool e direção faz parte da realidade das rodovias brasileiras

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Depois de três anos o aposentado Fausto Coelho (foto) tenta se manter em pé. Levantar de uma situação provocada por outra pessoa, mas é difícil. Ele perdeu parte dos movimentos das pernas depois de ser atropelado enquanto trabalhava em Tupaciguara. Fazia a sinalização da rodovia. Os cones não foram capazes de parar um motorista supostamente embriagado. O homem, até então saudável, precisou se aposentar. Além do salário ter reduzido quase R$800, teve que reaprender a viver.

No ano passado, a Polícia Rodoviária Federal flagrou mais de 14 mil motoristas embriagados nas rodovias de Minas. Uma latinha jogada às margens da rodovia é sinal de que alguém que consumiu a cerveja passou pelo local. Pode parecer pouco, mas já está comprovado que o álcool altera os sentidos de quem bebe. E essas alterações são ao volante. Situação que pode mudar ou acabar de vez com a vida de alguém que não tem nada a ver com o consumo da bebida.

Em maio, um carro que vinha pela BR-050 foi atingido. O motorista do outro veículo estava aparentemente embriagado. Tranquilo durante a ocorrência, o motorista bêbado primeiro pediu um cigarro. Depois, debochou na presença da câmera da equipe do MGTV. O homem foi preso e encaminhado para a delegacia.

A lei proíbe a venda de bebidas às margens de rodovias. Mas com uma câmera escondida, um produtor do MGTV conseguiu comprar uma latinha e se servir no balcão de um posto, às margens da BR-452. O especialista em trânsito, Marcus Marques, diz que os problemas são ocasionados por dois motivos: falta de fiscalização e educação.

 
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