Durante o evento, outra novidade: os agentes envolvidos nas operações estarão com uniformes produzidos com as cores da bandeira brasileira. Os balões brancos, marca da Operação Lei Seca, serão substituídos por verde-amarelos.
Rio e Niterói
No Rio, serão seis equipes atuando com 20 fiscais cada, totalizando 120 envolvidos. Em Niterói, uma equipe com 20 agentes será responsável pela fiscalização nas ruas depois dos jogos.
— A Operação Lei Seca não quer ser chata nem inibir um evento que é mundial, mas podemos comemorar sem nos matar. As pessoas podem beber, mas devem pegar um táxi ou pedir carona para um amigo que não tenha bebido. Não acho que teremos problemas durante a Copa, já houve uma mudança de comportamento na sociedade — disse Carlos Alberto Lopes, ex-coordenador e atual porta-voz da Operação Lei Seca, organizada pela Secretaria estadual de Governo.
Experiência para outras partidas
Os detalhes da Operação Lei Seca na Copa do Mundo estão sendo traçados ao longo desta semana pela Secretaria de Governo. Se tudo der certo após o primeiro jogo do Brasil, a estrutura deve ser repetida também na segunda partida, no dia 20, que acontecerá no mesmo horário, às 15h30m. Quanto ao terceiro jogo da fase de classificação, no dia 25, às 11h, ainda não há uma definição sobre o horário das ações.
Na Copa, as blitzes móveis e o trabalho de prevenção de acidentes realizado por trinta cadeirantes também terão prosseguimento. Os cadeirantes começaram atuando como voluntários, mas acabaram incorporados ao quadro de funcionários de agentes da Lei Seca. Todos eles sofreram acidentes por terem bebido antes de dirigir ou foram vítimas de algum motorista que decidiu misturar álcool e direção.
— Os cadeirantes não vão dizer para as pessoas deixarem de beber, mas pretendem conscientizá-las — disse Carlos Alberto Lopes, que afirmou estar recebendo pedidos de parentes de vítimas para se lançar candidato nas eleições de outubro.
Números mostram que Barra é um dos bairros mais visados pela Lei Seca
A Barra — um dos bairros que registram os índices mais altos de vítimas de trânsito — é visada pela operação Lei Seca. É o que provam os números do balanço feito pelo governo estadual do primeiro ano da ação. Entre 19 de março e 7 de junho deste ano, foram 47.153 veículos abordados. Destes, 7.081 foram multados e 2.343 rebocados.
— O fato de termos reduzido em 43% o número de mortes em 2009 em relação a 2008, na Barra, embora seja um percentual expressivo, não nos conforta. Quanto vale uma vida? São muitas mortes — afirma Carlos Alberto Lopes, coordenador geral da operação Lei Seca, referindo-se ao fato de que, em 2009, foram 40 mortos, contra 70 do ano anterior.
A fiscalização se intensificou ainda mais nas últimas semanas. No dia 29 de maio, pela primeira vez, agentes fecharam todas as pistas da Avenida das Américas (na altura do Hospital São Bernardo) e colocaram uma equipe volante na Avenida Sernambetiba. O resultado foram 1.179 veículos abordados, 127 multados e 20 rebocados.
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