BR 101 segue sua rotina de mortes à espera de duplicação

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A duplicação deve começar já no próximo neste semestre, mas sem data certa, segundo a Autopista Fluminense, concessionária que administra a rodovia. Segundo a assessoria, resta a licença do Ibama. Já a obra do trecho urbano de Campos, que a Prefeitura quer assumir ao custo de R$ 109 milhões, também foi levantada, mas a licitação não tem data para ser retomada. O tema virou polêmica no início do mês passado depois que o vencedor da licitação foi revelado extra-oficialmente antes da abertura dos envelopes e no mesmo dia o processo foi cancelado — segundo a Procuradoria Geral do Município porque houve recurso de uma das empresas participantes.

Enquanto as duplicações não vêm, os acidentes graves continuam a deixar vítimas. No feriadão de Corpus Christi, em comparação com o ano passado, a PRF registrou queda no número de acidentes, mas, em contrapartida, o número de mortes foi maior, um acréscimo de 28%. Entre Itaboraí e Campos foram registrados 32 acidentes, com 26 feridos e seis mortos.

— O asfalto da BR está um pouco melhor, mas a sinalização e a iluminação não. Então o motorista abusa um pouco mais e o resultado é que, quando um acidente ocorre, ele é mais grave. Só na área de Campos, foram três mortos no feriadão, além de outra vítima que morreu no hospital. A duplicação sozinha não é solução para o problema. Prudência é importante — lembrou o policial rodoviário Iuri Guerra.

 
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