Apaixonado por carros, o jovem guia turístico Andrigo Ribeiro Vargas, 22 anos, representa o perfil mais comum das vítimas do trânsito gaúcho em 2010. Uma entre cada cinco mortes registradas no Rio Grande do Sul é de jovens que têm entre 18 e 24 anos. Andrigo perdeu a vida na Avenida Alberto Bins, em Porto Alegre. Ele dirigia um Fusion quando colidiu contra um poste e morreu no local.
A poucos quilômetros do ponto do acidente, na Voluntários da Pátria, a idosa Ceoli Lemos da Silva, 65 anos, morreu atropelada por um ônibus. Depois dos jovens, os idosos aparecem como as principais vítimas do trânsito. Entre os mais de 250 que morreram no Rio Grande do Sul em 2010, pelo menos a metade foi vítima de atropelamento. Na avaliação do professor de Transportes da UFRGS João Fortini Albano, os extremos entre a impulsividade dos jovens e a falta de agilidade dos idosos fazem com que os dois grupos polarizem as estatísticas:
– Os jovens morrem por falta de maturidade, de experiência, de horas de direção. Vários dirigem embriagados, em alta velocidade e têm uma grande necessidade de autoafirmação ao volante. Já os idosos são vítimas da falta de reflexos. Normalmente, o idoso não tem mais agilidade muscular no deslocamento. Isso o leva a ser protagonista de acidentes enquanto condutor e vítima de atropelamentos.
O ranking*
Em números absolutos, Porto Alegre é a cidade com maior número de mortes no trânsito em 2010
1) Porto Alegre 158
2) Caxias do Sul 42
3) Pelotas 37
4) Novo Hamburgo 36
5) Santa Maria 32
6) Gravataí 31
7) São Leopoldo 27
8) Rio Grande 26
9) Canguçu 23
10) Canoas 23
AS MORTES POR ESTRADA
BR-116 - 117
BR-386 - 71
BR-290 - 61
BR-285 - 49
ERS-122 - 42
Fonte: * Levantamento feito até o dia 23 de dezembro.
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