Mas qual a razão disso? Os especialistas divergem. Segundo a PRF, a fiscalização é "bem feita" no Estado para coibir os rachas. Mas também aponta a falta de policiais como um dos fatores para SC liderar a estatística nacional. Em 1995, havia 454 agentes na corporação. O ano de 2010 terminou com 487. — Aumentou a população, o turismo, o número de veículos e a quantidade de acidentes. Quando o policial está atendendo uma ocorrência, ele não consegue fiscalizar. Mas os números mostram que estamos em cima, multando quem comete rachas — justificou o inspetor da PRF, Leandro Andrade.
Para o presidente do Movimento Nacional de Educação no Trânsito, (Monatran), Roberto de Sá, um dos pontos mais problemáticos para coibir os rachas está na fiscalização. — É complicado fazer um controle com o baixo o número de policiais rodoviários que o Estado tem. Por isso, a fiscalização é falha. Com certeza, esse percentual (de multas) vai cair se aumentar o efetivo. A malha rodoviária federal de SC, (trechos pavimentados e não pavimentados) chega a 3,5 mil quilômetros, a 14ª maior do país. Minas Gerais lidera com 17 mil quilômetros. O efetivo da PRF é dividido proporcionalmente à extensão em cada estado. Para o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de SC (Sindemosc), a formação de motoristas também influencia. — As aulas poderiam enfatizar mais a questão do excesso de velocidade. Mas o problema não vem da formação. Ninguém na autoescola ensina a fazer racha — argumentou o presidente, Murilo dos Santos.
Pelos menos 408 motoristas foram multados por praticar rachas em ruas e rodovias estaduais entre 2008 e 2010 em SC, segundo o Detran. A sensação de impunidade por causa da morosidade nos processos por rachas pode estar entre os catalisadores para os casos de disputas ilegais. Se o infrator usar de todas as defesas e recursos disponíveis, normalmente, não será punido antes de um ano, com suspensão da carteira e multa de R$ 957.
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