Além disso, outro fato aterrorizador é que o número de pessoas mortas em acidentes de trânsito subiu de 7.029 em 2009 para 8.285 em 2010, um aumento de aproximadamente 18% somente em um ano, indo na contramão, por exemplo, das diretrizes mundiais estabelecida pela ONU, através da OMS (Organização Internacional de Saúde), que definiu a atual década como de ações para redução das mortes no trânsito, com meta de 50% de redução nas mortes entre 2010 e 2020. Esses números brutos só demonstram a incapacidade de gerir uma instituição que tem como finalidade mais básica salvar vidas.
Tamanha é insatisfação da categoria policial que todos os sindicatos e a Federação da PRF vêm pedindo a substituição do Dirigente. Porém, até agora, o atual Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, não se sensibilizou.
Ainda, um estudo realizado pelo sistema sindical da PRF apontou que somente no período de 2005 para 2010, o prejuízo para a sociedade subiu de R$ 6,5 bilhões para mais de R$ 10,4 bilhões, usando como parâmetro um estudo do IPEA[1] (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre os custos dos acidentes nas rodovias federais, conforme gráfico abaixo:
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ANO |
FROTA |
Total de Acidentes |
Crescimento % Acidentes |
Custo total p/ sociedade |
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2005 |
42.071.961 |
108479 |
0,00% |
R$ 6.500.000.000,00 |
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2006 |
45.372.640 |
109268 |
0,73% |
R$ 6.519.500.000,00 |
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2007 |
49.644.025 |
122886 |
12,46% |
R$ 7.331.829.700,00 |
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2008 |
54.506.661 |
134452 |
9,41% |
R$ 8.021.754.874,77 |
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2009 |
59.361.642 |
151237 |
12,48% |
R$ 9.022.869.883,14 |
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2010 |
64.444.670 |
174583 |
15,44% |
R$ 10.416.000.993,10 |
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O custo foi calculado com base no estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa |
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Econômica Aplicada) com dados referentes ao ano de 2005, sem aplicar a correção monetária do período. |
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Recentemente a Direção-Geral da PRF apresentou um relatório de sua gestão e, diante desses números, ontem foi protocolado um amplo Contra-Relatório do Sistema Sindical, no Ministério da Justiça, apontando os diversos problemas enfrentados pela Polícia Rodoviária Federal em todo o Brasil, para que o novo Ministro tome conhecimento da situação que assola a instituição. Este documento será divulgado a toda a sociedade nos próximos dias.
Entre os motivos, estão a falta de uma gestão que não leve a um engrandecimento da instituição e da segurança pública, que permitiu o sucateamento dos recursos materiais e humanos, o desperdício do dinheiro público, as péssimas condições de trabalho e a conseqüente desmotivação dos servidores em uma gestão que já perdura por quase oito anos.
Dessa forma, o sistema sindical da Polícia Rodoviária Federal pede a substituição da atual Administração Central, sem indicação dos sucessores, sendo este o desejo de mais de 91% dos Policiais Rodoviários Federais de todo o País, devendo a escolha contar com a participação da categoria e pautada por critérios técnicos e não políticos.
A própria FenaPRF, juntamente com mais de 11 Estados e o Distrito Federal, já aprovaram o ESTADO DE ALERTA da categoria com um calendário de mobilizações, que vão desde paralisações pontuais, chamado ROD zero, até a greve da categoria, prevista para antes do carnaval. Além disso, foi criado um site específico para a mobilização, chamado NOVAPRF: www.novaprf.com.br
Segundo levantamento dos sindicados, o efetivo da coorporação é menor do que há 15 anos e o atual concurso encontra-se trancado devido a fraudes no processo seletivo, que teve um mau gerenciamento desde o início, sendo este mais um dos motivos que levam a profundo descontentamento da categoria.
[1] Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas rodovias brasileiras, 2006.
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