Onde estão as barreiras?

  • PDF
  • Imprimir
  • E-mail

O Rio certamente se livrou das desculpas que os gaúchos vêm ouvindo desde o momento em que, sem motivação aparente, a área de segurança deixou de executar o que a Lei Seca determina. Barreiras com a presença ostensiva de policiais são raridade, não só em Porto Alegre. Os argumentos são repetitivos: faltam bafômetros, há deficiência de quadros ou a Brigada Militar tem outras prioridades. O certo é que o Estado perde, com mais de dois anos de omissão, a oportunidade de colher os resultados comemorados no Rio de Janeiro, onde o que não falta é vontade política de reverter a péssima imagem, em especial da capital, de que aquele era um território inseguro.

A Lei Seca, revelam as estatísticas, não só reduziu acidentes. Provocou queda de até 37% nos preços dos seguros dos veículos. Difundiu a cultura do bom senso no trânsito. Aumentou a percepção de segurança nas ruas. A lei foi implantada em combinação com outras ações, como o combate aos desmanches, que levou mais de 120 donos de falsas oficinas à prisão, e a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora. Celebridades flagradas dirigindo embriagadas, ou que se negam a se submeter ao bafômetro, têm os nomes divulgados. Tudo isso porque há no Rio uma força-tarefa, organizada pelo governo, que integra todas as polícias, inclusive as municipais, ao esforço para que a Lei Seca seja levada a sério por todos. No Rio Grande do Sul, imprudentes e irresponsáveis continuam circulando como se a lei não existisse. Nossas autoridades poderiam, pelo menos, copiar – sem custos – o bom exemplo fluminense.

 
Free Joomla Templates by JoomlaShine.com