A realização da audiência pública, quarta-feira, 2, com participação de representantes de órgãos públicos ligados ao trânsito amapaense e a sociedade civil, que discutiu estratégias para o controle e posterior redução no número de acidentes de trânsito que vêm sendo registrados na cidade, foi mais do que oportuna. Até agora são mais de 80 mortes causadas por acidentes de trânsito no Estado, o que bem mostra que a situação por aqui é gravíssima, principalmente se for considerado o fato de que embora possua um quantitativo populacional pequeno, se comparado a outros estados, o Amapá é um dos primeiros colocados nas estatísticas do setor. Quase todos os dias é registrado pelo menos um acidente de trânsito no Estado, principalmente em Macapá. É uma situação insustentável, porque com ruas bem traçadas e relativamente bem sinalizadas, a realidade deveria ser outra menos macabra se houvesse mais educação por parte de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Estes, por exemplo, agem, em sua grande maioria, como se não tivessem apego à vida: atravessam e percorrem ruas e avenidas como se estivessem no quintal de suas casas, obrigando motoristas a realizarem verdadeiros malabarismos para evitar acidentes. Mas isso não isenta os motoristas de culpa nessas estatísticas, porque muitos fazem de seus veículos verdadeiras armas contra os demais. Os motociclistas, por seu turno, reclamam que não são respeitados pelos motoristas, mas o dia-a-dia mostra que praticam mais imprudência que os demais. Enfim, é uma cadeia interativa de abusos que precisa ser combatida. E com educação. Para que se acabe com isso é preciso ser deflagrada uma campanha intensiva de educação no trânsito, a começar pelas escolas de primeiro e segundo graus, sem descuidar da exigência de pleno conhecimento das leis de trânsito aos ciclistas e reciclagem de todos os atuais motoristas e motociclistas, acabando de vez com as barbeiragens que resultam em mortes que poderiam ser evitadas.
Ah! Também falta Macapá seguir o exemplo de outras capitais brasileiras, onde a faixa do pedestre é respeitada por todos. Inclusive pelos pedestres.
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